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Maximiano Rosa, Advogado
Maximiano Rosa
Comentário · há 3 anos
Concordo com Wagner.

Caro Victor, ouso discordar de você. Sinceramente não entendo de onde vem essa ideia tão viva de "representação" da nação no meio esportivo, tampouco entendo a ideia exacerbada de patriotismo e nação tão fortes no esporte, haja vista caráter privado que possui.

O atleta não participa de uma competição porque é brasileiro, participa porque é atleta, e aquilo lhe traz um bônus. O atleta tem mais interesse ali como atleta do que como brasileiro, da mesma forma, os atletas têm mais interesse ali do que os brasileiros. Pra quem está de fora é tudo hobby, diversão. Quiçá cultura.

Por conseguinte, ouvir alguém dizer que isso é justo me causa muito alarme. Sobretudo um brasileiro atento à realidade, como você deve ser. Isonomia, equidade, ética, moralidade, e outros tantos valores que cobramos dos políticos devem se alastrar por toda a sociedade, nos seus aspectos morais e legais. Ambos, neste caso.

Não enxergar a injustiça disso, francamente, é dar de costas para realidade do País. É superlativar por demais um atleta que apenas participa de uma competição internacional. Atleta que muitas vezes está ali porque uma riqueza gerada no País possibilitou. Riqueza criada por milhões de pessoas: brasileiros, e atletas também.

A atleta teve a pensão criada por lei, num processo legislativo que durou menos de um ano, através de uma "madrinha" política. Enquanto isso, milhares de brasileiros estão em polvorosa por conta da corrupção, o Congresso não consegue seguir de modo decente com a pauta de votações, o País que busca igualdade e clama cada vez mais pela isonomia, e querem o fim dos "padrinhos" e "madrinhas" por aí...

Coisa pública é coisa séria. Ou ao menos deveria ser, é o que todos cobram. Aqui no Brasil infelizmente vivemos da coisa pública como se uma extensão de nossa casa fosse.

Não tenho nada contra Laís Souza, mas ela exercia uma atividade privada, embora estivesse "representando" o País. Dada natureza de sua atividade deveria buscar as soluções coerentes para os seus possíveis problemas e infortúnios, e não mais uma "madrinha" política. Seguro, previdência privada, assistência junto ao COB ou outra entidade do gênero, ou mesmo contribuir como todos os brasileiro o fazem para o INSS.
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